RIO — Durante a tarde e início da noite, mais uma vez manifestantes se concentraram em várias cidades do país em atos contra as reformas trabalhista e previdenciária. Nesta sexta-feira, antes mesmo do amanhecer, protestos foram realizados em todos os estado brasileiros e no Distrito Federal em favor da greve geral convocada por centrais sindicais nesta sexta-feira. Após registros de depredação e violência em várias capitais, as manifestações tiveram clima mais pacífico no fim do dia.
A paralisação total ou parcial de transportes públicos gerou o maior impacto na rotina. Em São Paulo, ônibus, metrôs e trens não funcionaram, voos foram cancelados e rodovias fechadas. No Rio, metrô e ônibus funcionaram normalmente, mas manifestantes chegaram a fechar a Ponte Rio-Niterói pela manhã e o acesso às barcas. A situação foi semelhante em várias capitais pelo país.
Em Belo Horizonte, em Minas Gerais, mais uma vez, às 17h, havia grupos concentrados na Praça Raul Soares e na Praça da Assembleia, na região central da capital. Durante todo os dia os ônibus circularam parcialmente, mas o metrô não funcionou. Segundo a prefeitura, 48% das unidades de saúde não realizaram atendimentos. Pela manhã e até o início da tarde os protestos se concentraram no centro da Capital, nas Praças Sete, Afonso Arino e da Assembleia. De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, eram 100 mil manifestantes. A PM disse que não divulga o número de participantes.
Na capital da Bahia, no fim da tarde, manifestantes se reuniram mais uma vez no Centro de Salvador, seguindo em direção à Praça Castro Alves. O serviço de ônibus e trens da capital parou por 24h. O metrô, porém, funcionou normalmente. Por volta das 6h30, manifestantes fecharam o trânsito na Avenida ACM, em frente ao Shopping da Bahia. A organização informou que cerca de 1 mil pessoas participavam do protesto. Houve também interdições em duas vias, a BA-526, conhecida como Cia-Aeroporto, e o Trevo da Resistência, na BA-522. O Tribunal Regional do Trabalho e Tribunal de Justiça da Bahia suspenderam os expedientes.
Em Porto Alegre, a partir das 15h, manifestantes fizeram uma caminhada pelo centro da capital do Rio grande do Sul. Os ônibus não circularam , e as linhas de trem que ligam a capital à Região Metropolitana foram suspensas. Há rodovias bloqueadas em diversas regiões do estado, com queimas de pneu, como a BR-290, entre os km 97 e 99; pontos da BR-386; BR-116 e ERS-122, na Serra; BR-392, no Sul; BR-287, em Santa Maria, segundo o G1. O Aeroporto Salgado Filho funcionou normalmente.
Em Curitiba de acordo com a Polícia Militar (PM), o número de pessoas concentradas na Praça Nossa Senhora da Salete se aproximou dos 10 mil pela manhã. Já os organizadores falam que 30 mil pessoas participaram da mobilização. Vários procedimentos foram cancelados no Hospital de Clínicas e segundo a Secretaria Municipal da Educação, 113 das 391 unidades de funcionaram normalmente. Do total das unidades municipais, 43% tiveram adesão total e 28% aderiram parcialmente à paralisação nacional.
No Recife, Em Pernambuco, a concentração para a manifestação foi iniciada às 14h na Praça do Derby. De lá os manifestantes saíram em passeata por volta das 16h. Os ônibus não circularam pela manhã e o metrô parou as atividades às 9h e voltou a funcionar às 16h. Escolas públicas também sem aulas e o comércio não abriu as portas.
No Acre, à tarde segundo os organizadores, cerca de 5 mil manifestantes participaram de ato no Palácio Rio Branco, no centro da capital. A Polícia Militar afirmou que não vai divulgar estimativa de participantes. Estudantes de escolas municipais e estaduais não tiveram aulas nessa sexta-feira. Pela manhã, o trânsito ficou lento na região do Centro da capital. O Terminal Urbano foi fechado às 10h e reaberto às 11h54. Além disso, a Avenida Ceará chegou a ficar bloqueada.

