O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) reclama do que chama de "falta de compromisso" do governo em negociar com a categoria. Os servidores da autarquia esperavam pelo menos uma data para a contraproposta do Executivo na Mesa Específica de Negociação com os funcionários do BC.
Sem uma sinalização da pasta, os servidores agora irão intensificar a operação-padrão no órgão. O Sinal prevê atrasos na implementação do Pix parcelado e de outras modalidades do instrumento de pagamentos instantâneos. "Estes atrasos poderão repercutir significativamente tanto para os serviços bancários como para o público em geral", afirma o sindicato, em nota.
O movimento também prevê atrasos dos projetos Drex, que envolvem a introdução da nova moeda digital do banco. "Este revés poderá perturbar o progresso pretendido na modernização dos serviços financeiros", acrescenta o Sinal.
Na pauta de reivindicações da categoria está a reestruturação da carreira do BC, com a criação de um bônus de produtividade semelhante ao implementado para a Receita Federal no atual governo. Os servidores também pedem a exigência de ensino superior para o cargo de técnico do BC e a alteração de nomenclatura para o cargo de analista.
"Sem a reestruturação completa da carreira, os representantes dos servidores do BC preveem um inevitável desmantelamento da carreira de especialista do BC - situação que vem se agudizando na última década, com reajustes abaixo da inflação e com as crescentes assimetrias em relação a carreiras congêneres", completa o sindicato, que também elabora listas para a entrega coletiva de cargos de liderança na autarquia.

