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‘Se não votar em fevereiro, não vota mais’, diz relator da reforma da Previdência

BRASÍLIA — Com o fim do recesso parlamentar e a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, o governo intensificou as articulações em busca de votos para aprovar a . No fim da tarde desta segunda-feira, no entanto, o relator da reforma, deputado (PPS-BA), enfraqueceu o tom e já admite adiar votação do tema para a última semana de fevereiro. A previsão anterior era de que o projeto fosse colocado em pauta da Câmara dos Deputados no dia 19 deste mês.

— Estamos enfrentando dois problemas graves. A falta de voto e a falta de tempo. Se não votar em fevereiro, não vota mais. Essa é minha opinião — afirmou.

Em entrevista à imprensa no salão verde da Câmara , o relator admitiu que serão necessários mais recuos nas regras já enxutas do atual texto da Previdência. não disse, no entanto, quais regras serão alteradas.

— Vamos mexer no que nos trouxer votos, mas não abrimos mão de duas coisas: de uma idade mínima para a aposentadoria e de diminuir os privilégios para uma parcela de brasileiros — disse, numa referência a setores como o do funcionalismo público.

Arthur Maia reforçou que está se dirigindo a lideres da base do governo para consultar os efeitos que cada mudança vai ter, e se essas mudanças vão se converter em votos.

—Vamos fazer as mudanças que resultem num número suficiente para aprovar a reforma da Previdência. É só isso que tenho a dizer.

O relator da reforma destacou que, desde 1998, as mudanças nas regras com intuito de diminuir o rombo na Previdência tem sido um processo cumulativo.

— Ninguém conseguiu fazer uma reforma definitiva, mas desde Fernando Henrique Cardoso os governos vêm dando suas contribuições. O Presidente (Michel) Temer quer fazer uma reforma mais profunda, mas entendemos que temos que aprovar uma reforma dentro das condições políticas que o congresso vive nesse momento. Não adianta a gente ficar conversando sobre hipóteses. Existem alternativas colocadas na imprensa, mas todas são só hipóteses.

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