RIO - O presidente Temer afastou nesta quarta-feira, por 15 dias, quatro vices-presidentes da Caixa que são alvos de investigação. Esse é o tempo que eles terão para apresentarem suas defesas. Em dezembro, o Ministério Público Federal, em Brasília, recomendou que a Caixa Econômica Federal trocasse todos os seus vice-presidentes e alterasse o método de indicação para os cargos.
Saiba quem são os vice-presidentes afastados e as suspeitas que pesam sobre eles.
Contou que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, colocou condições para mantê-lo no cargo, como fornecer listas de operações acima de R$ 50 milhões para ajudar a “rentabilizar seu mandato”. Os procuradores relatam ainda pedidos de financiamento de campanha e uma possível influência do ex-ministro Marcos Pereira e também do deputado Celso Russomano.
A Corregedoria da Caixa pegou e-mails trocados entre ela, Mauro Lemos e Carlos Eduardo Nonô nos quais ela cobrava assumir posto no Conselho de Administração da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e insinuava troca de interesses diante de um empréstimo da Caixa.
Com ele, Cunha e Geddel Vieira Lima teriam intermediado interesses do dono da Gol, Henrique Constantino. Ele ainda aparece como recebedor de pagamentos indevidos na delação de Joesley.
Segundo relatório interno, mantinha contatos com Geddel e Cunha, que tinham interesse sobre as operações de Marfrig, Seara e J&F. Eles teriam pressionado para que fossem assinados documentos referentes à operação do grupo de Joesley.

