O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira, 25, que não há apoio dos países do Golfo para qualquer tipo de cobrança pelo uso do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Segundo ele, a proposta também não seria viável na prática.
Durante coletiva de imprensa, Rubio acrescentou que "taxas e pedágios são a mesma coisa" e que um mecanismo desse tipo "sequer é operacional". O secretário afirmou ainda que Omã manifestou, durante reunião realizada nesta quinta-feira, oposição à ideia e ressaltou que Washington não fará nada que prejudique seus parceiros da região. Rubio classificou como "muito boa" a reunião com os países do Golfo e disse que a relação com Omã "está ótima".
Sobre a segurança regional, Rubio afirmou que os EUA monitoram os incidentes entre Israel e Líbano e disse que as partes estão "perto de um acordo inicial". Segundo ele, Washington acompanha de perto os desdobramentos na fronteira.
Em relação ao Irã, Rubio afirmou que os EUA julgam Teerã por suas ações, e não por sua retórica, acrescentando que os iranianos "continuarão fazendo anúncios maximalistas". Segundo ele, o memorando de entendimento em negociação aborda a interferência iraniana em outros países e o sistema político do país continua sob liderança de "clérigos radicais".
O secretário disse ainda que a participação do vice-presidente JD Vance nas negociações demonstra a seriedade do governo Donald Trump com o processo. Também alertou que, se o Irã utilizar recursos para financiar grupos aliados na região, "o acordo não funciona". Rubio afirmou desconhecer qualquer transferência para Teerã de recursos iranianos atualmente mantidos no Catar e disse que um eventual fundo para reconstrução do Irã não foi discutido com os países do Golfo.
Rubio acrescentou que Trump "tem muitas opções" caso as negociações com o Irã fracassem. Ele também afirmou que recebeu sinais positivos do Iraque após conversa entre o primeiro-ministro do país, Ali al-Zaidi, e Trump. Por fim, reconheceu divergências entre Trump e a Itália sobre o Irã, mas afirmou que os dois lados trabalharão para superar o impasse e concluir acordos bilaterais.



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