NOVA YORK - O "New York Times" agradou aos investidores com lucros e receitas acima das projeções de mercado graças ao aumento das assinaturas digitais. Foram 157 mil novas assinaturas digitais nos três meses até dezembro, com a base de assinantes ultrapassando os 2,5 milhões.
As receitas de assinaturas de produtos apenas digitais, incluindo notícias, assim como palavras cruzadas e as receitas culinárias do jornal, aumentaram 51,2%, para US$ 96,3 milhões.
Já a receita total subiu 10%, a US$ 484,1 milhões. Embora tenha registrado perda líquida de US$ 57,8 milhões, excluindo-se itens que não devem se repetir, houve lucro de US$ 0,39 por ação, acima dos US$ 0,29 esperado pelos analistas.
“O ‘New York Times’, por suas assinaturas digitais, está, noite e dia, à frente de seus pares na indústria”, disse Craig Huber, analista da Huber Research Partners.
Na esteira do balanço positivo, as ações do jornal americano chegaram a subir quase 14%, a US$ 25,20, o mais alto desde julho de 2007.
Em dezembro, o jornal anunciou que — há tempos cotado para assumir o negócio que pertence à família desde 1896.
O “NYT” tem enfrentado críticas frequentes do presidente americano, Donald Trump, que tem acusado a publicação de ter inclinações políticas.
Os ataques do presidente, contudo, ajudaram a alavancar as assinaturas do jornal, que tem aumentado a base de assinantes que ganhou durante a eleição presidencial de 2016 com a promoção de matérias isentas como uma estratégia de venda.
“Acreditamos que ainda existe uma grande oportunidade de continuar a estender nosso alcance de assinatura e vamos continuar a investir em áreas do negócio que vão nos permitir alcançar este crescimento”, afirmou em comunicado Mark Thompson, diretor executivo do “NYT”.


