Principal terminal portuário da Região Norte do Brasil, o Porto Chibatão, localizado na zona sul da capital amazonense, apresentou nos seis primeiros meses do ano o resultado de 9,62% superior ao mesmo período do ano passado, mostrando uma reação positiva do mercado e do Polo Industrial de Manaus (PIM) ao cenário econômico e político do País.
Os dados fazem parte do balanço semestral da companhia e indicam que o resultado se deve, principalmente, ao aumento de 52% nas movimentações de contêineres na modalidade longo curso (importações) durante o período, com uma média mensal de 3.643 unidades contra 2.395 em 2016.
“Depois de dois anos difíceis, o mercado volta a apresentar sinais de que está reagindo. Acreditamos que esta é uma tendência que deve se manter, mesmo de forma lenta, nos próximos meses, especialmente no mercado nacional por conta da retomada das linhas de produção de muitas fábricas para o final do ano”, destacou o Diretor Executivo Geral do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis.
Entre os produtos mais movimentados estão aqueles produzidos no polo eletroeletrônico (celulares, tablets, desktops e portáteis, entre outros), seguido pelo de duas rodas e alimentício.
Eficiência
O balanço também indica que mesmo com aumento na demanda, principalmente no segmento de longo curso, o período para liberação de cargas no terminal caiu de 10 dias (em janeiro) para 7 dias (junho) e o tempo de permanência dos transportadores para retiradas de cargas dos pátios foi reduzido de 32 minutos para 25 minutos, nos mesmos meses.
Com a conclusão das obras de expansão do cais flutuante do terminal – que passará de 1.420 metros para 2.246 metros linear, transformando-o no maior do gênero do Brasil – iniciada em janeiro deste ano e previsto para terminar no segundo semestre, o Diretor Presidente do Grupo, Jean Bergson, destaca que o terminal ampliará sua capacidade de atendimento e eficiência.
“É política da companhia investir permanentemente na modernização das operações, na capacitação profissional e infraestrutura. Apenas este ano, além da ampliação do cais, adquirimos quatro novos guindastes da marca Liebherr para o porto e não vamos parar porque acreditamos na recuperação econômica e social do País”, comentou Bergson.



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