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Quem ganha e quem perde com o fim da neutralidade da rede?

WASHINGTON - A decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos de acabar com a neutralidade da rede, defendida pela indústria de telecomunicações, pode beneficiar essas empresas. Já os usuários podem acabar prejudicados.

Pela regra da neutralidade da rede, as operadoras de internet eram obrigadas a tratar todos os conteúdos da mesma forma, sem poder privilegiar o que elas mesmas produziam em detrimento das criações de suas rivais. Com o fim dela, uma delas poderá, por exemplo, cobrar da Netflix para que o conteúdo da empresa de seja transmitido com maior velocidade.

Sem saber, ele poderá estar sendo levado a abandonar um serviço ou aplicativo por julgá-lo ruim, lento demais, enquanto, na realidade, a qualidade está sendo comprometida pela tele que fornece a conexão de internet. Na hipótese citada da pressão por uma cobrança para que serviços de tenham direito a uma velocidade maior, essa medida também poderia encarecer os serviços, além de gerar uma concorrência desleal com as opções similares oferecidas pelas operadoras de internet.

O poder de escolha. Com a neutralidade, o usuário decidia quais aplicativos ou sites queria usar, experimentava e os comparava em pé de igualdade. Sem isso, essa escolha fica nas mãos das operadoras — que podem melhorar as condições de uso para certos apps e sites.

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