SÃO PAULO. Maior banco privado do país, o Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 6,07 bilhões, valor 12,66% maior que o registra no mesmo período de 2016. Em termos recorrentes, já descontados eventos que não se repetirão nos próximos trimestres, o ganho do banco foi de R$ 6,2 bilhões, alta de 11,8% na comparação anual. Assim, no acumulado dos nove primeiros meses de 2017, o lucro do banco totalizou R$ 18,6 bilhões, 13,9% mais que no mesmo período do ano passado.
A rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido, também continuou elevada e chegou a 21,7% no período.
Mesmo com os sinais de recuperação da economia, o Itaú Unibanco continuou privilegiando as linhas de menor risco nas concessões de crédito, o que resultou na queda do saldo total de empréstimos, que fechou setembro em R$ 575,2 bilhões, 4,9% menor que a posição de um ano antes. "As linhas de crédito imobiliário e consignado já representam 46% do total emprestado para pessoas físicas no Brasil, comparado a 20% em setembro de 2012, como consequência da estratégia adotada desde então de operar com ativos de menor risco", destaca o banco em comunicado.
O resultado dessa estratégia foi o recuo dos índices de inadimplência (fatia dos empréstimos com mais de 90 dias de atraso), de 3,9% em setembro de 2016, para 3,2% no final do mês passado.
— Continuamos observando melhora nos indicadores de qualidade de crédito e já se percebem avanços nos índices de confiança dos empresários e consumidores, como reflexo da recuperação da economia. Esses fatos, aliados à inflação sob controle e aos sucessivos cortes da taxa Selic têm refletido positivamente na demanda por crédito — diz Candido Bracher, presidente executivo do Itaú Unibanco.
Em 12 meses, a inadimplência de pessoas físicas no Brasil apresentou melhora de 0,6 ponto percentual e registrou ao final de setembro a sexta melhora trimestral consecutiva. No mesmo período, também foram observadas reduções de 1,4 ponto percentual da inadimplência de micro, pequenas e médias empresas (de 6,3% para 4,9%) e de 1,8 ponto percentual da inadimplência de grandes empresas (de 2,8% para 1,0%).
Nos primeiros nove meses do ano, o banco informa ainda que registrou aumento de 4,1% nas receitas de serviços (tarifas) e seguros em relação ao mesmo período do ano anterior.
— Seguimos priorizando as receitas de seguridade e serviços, menos suscetíveis aos ciclos econômicos, por meio da oferta de serviços e produtos completos aos nossos clientes — declara Candido Bracher.

