BRASÍLIA - O governo federal está próximo de solucionar o impasse sobre a nova política industrial para o Após uma reunião com entidades do setor nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (), Antonio Megale, afirmou que o programa , que substituirá o programa , está em fase final de aperfeiçoamento e que a expectativa é que ele seja lançado em maio.
— Estamos na fase final de aperfeiçoamento do programa, há uma discussão entre os ministérios e setor privado e estivemos com a representação total do setor para que a gente pudesse avançar nas discussões quanto ao Rota 2030. Estamos realmente na fase final de ajustes. Nós devemos ter esses ajustes feitos ainda essa semana e temos a expectativa que o programa seja implementado ainda no mês de maio — afirmou Megale.
O Rota 2030 é a nova política industrial para o setor automobilístico em substituição ao Inovar Auto, que terminou no fim do ano passado. Trata-se do conjunto de regras que montadoras e importadoras deverão seguir, englobando metas de eficiência de consumo de combustível, incentivo à pesquisa, segurança, entre outros itens.
A promessa do governo era apresentar o novo plano em fevereiro, mas um impasse entre os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio estava dificultando a consolidação do texto final. Os dois ministérios tentavam chegar em um consenso sobre o aumento e redução de impostos e a maneira como fazer a renúncia fiscal, que deveria ficar em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano - montante equivalente ao regime anterior.
Segundo Megale, esse impasse está "praticamente solucionado". No entanto, esse valor pode ser reavaliado:
— Foi praticamente solucionado, nós chegamos a uma grande convergência. Precisamos apenas ver os últimos detalhes quanto aos mecanismos, mas houve uma convergência na forma de ser oferecido esse apoio de pesquisa e desenvolvimento. Quanto ao valor, é uma expectativa, a ordem de grandeza é essa, mas dependendo dos ajustes, do mecanismo, poderá variar para baixo um pouco — concluiu o presidente da Anfave.



