SÃO PAULO - O governo não trabalha com a hipótese de ter que fazer novas concessões na Reforma da Previdência, uma vez que as alterações feitas na Comissão Especial da Câmara dos Deputados já reduziram em 25% os efeitos da proposta original feita pela equipe econômica, segundo informou Marcelo Caetano, secretário da Previdência do Ministério da Fazenda.
— Nós não estamos trabalhando com essa hipótese de ter uma nova rodada de concessões, mas claro que respeitamos o Congresso. Nas nossas projeções, em um espaço de dez anos, as alterações da comissão especial já reduziram os ganhos da nossa proposta em cerca de um quarto — disse, ao participar de evento da Revista Exame sobre a Reforma da Previdência.
Entre as mudanças feitas na comissão especial, estão a fixação de uma idade mínima de aposentadoria de mulheres de 62 anos, três anos menor do que a dos homens, além de uma regra de transição que irá durar 20 anos.
Caetano afirmou que, apesar das concessões comprometerem a economia imaginada, ela foi feita para preset benefícios às camadas mais pobres da população, como os trabalhadores rurais, que no caso dos homens tiveram a idade mínima mantida em 60 anos (e 57 anos para mulher) e o benefício em ao menos um salário mínimo.
— O que foi feito foi para beneficiar as camadas mais baixas, então nesse aspecto me sinto confortável com as alterações feitas no Congresso — afirmou.
No evento, Caetano voltou ainda a destacar que a reforma é importante para garantir o pagamento de benefícios no futuro, já que tende a cair a participação dos jovens na força de trabalho.



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