BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, , afirmou nesta quinta-feira que o governo tem um piso na negociação sobre a . Segundo ele, a equipe econômica quer garantir pelo menos metade da economia prevista no projeto originalmente enviado ao , de cerca de R$ 800 bilhões. A versão aprovada na comissão especial da Câmara dos Deputados já reduziu isso para algo em torno de R$ 600 bilhões.
— Enfatizamos que o número, mesmo que caia um pouco, não pode cair muito. Espero que seja 50% da proposta original, que era de quase R$ 800 bilhões. (…) Mas esperamos que seja bem mais.
Ele reafirmou que a Fazenda tem pontos tidos como essenciais no texto: a manutenção da idade mínima, as mudanças na aposentadoria para servidores públicos e um período de transição. O relator da proposta, deputado Arthur Maia, explicou que é essencial para o Congresso retirar do texto pontos que penalizem a parcela mais pobre, como alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e mudanças na aposentadoria rural. Ele sinalizou que as conversas apontam para um consenso na redução do tempo mínimo de contribuição de 25 anos para 15 anos, mas disse que, se o martelo foi batido sobre isso, será difícil alterar o trecho que trata de acúmulo de pensões e aposentadorias, limitado a dois salários mínimos na proposta aprovada:
— É possível fazer tudo? Não é. Temos que eleger aquelas que são as mais importantes. Não dá para ter tudo. Se botarmos esses três pontos, dificilmente daria para mexer no acúmulo — disse Maia
O governo iniciou ontem uma força-tarefa de negociações com os parlamentares na tentativa de se chegar à melhor versão possível do texto. Hoje, Meirelles se reuniu em um café da manhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e lideranças da base do governo. Em uma quebra de protocolo, o presidente Michel Temer também participou da reunião, na residência oficial da Câmara dos Deputados. Em Brasília, o habitual é as demais autoridades irem até o presidente, e não o contrário.



