RIO - A prévia da inflação no país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,11% em setembro, após alta de 0,35%. Este é o menor resultado para o mês desde 2006, quando foi de 0,05%. Em setembro de 2016, o IPCA-15 havia sido 0,23%.
No resultado acumulado do ano, a inflação ficou em 1,90%, bem abaixo dos 5,90% de igual período de 2016. Nos doze meses, o índice foi de 2,56%, abaixo dos 2,68% do período imediatamente anterior. Ambos os resultados são os mais baixos para um mês de setembro desde 1998 (quando as taxas foram de 1,63% e 2,45%, respectivamente).
Os combustíveis foram os que mais levaram à alta da inflação durante o período de coleta, de 16 de agosto a 13 de setembro. Os preços de combustíveis subiram 3,43%, com destaque para gasolina (3,76%) e etanol (2,57%).
Já a maior influência para pressionar o resultado da inflação para baixo foi o grupo de alimentos, que registrou deflação de 0,94%, com impacto de 0,23 pontos percentuais. Os itens para consumo em casa tiveram deflação de 1,54% — com destaque para tomate (-20,94%), feijão-carioca (-11,67%), o alho (-7,96%), o açúcar cristal (-4,71%) e o leite longa vida (-3,83%). Já a alimentação fora de casa variou 0,14%.


