BRASÍLIA — O presidente do PSDB em exercício, Alberto Goldman, defende que o partido feche questão em relação à reforma da Previdência por "obrigação ética, moral e política". Ele lembrou que os tucanos condicionaram o apoio ao governo do presidente Michel Temer ao encaminhando da reforma. A proposta faz parte de uma lista de 15 ações listadas em documento entregue a Temer pela cúpula do PSDB, em maio de 2016.
— O que Temer está fazendo agora é cumprindo uma proposta apresentada em documento pelo PSDB. Portanto, o fechamento de questão em torno do tema é uma obrigação moral, ética e política - afirmou Goldman ao GLOBO, um dias depois de dizer que os tucanos estão "vacilantes" em relação a reforma.
Ele afirmou também que o PSDB precisa ser coerente e fechar questão porque tomou essa posição na votação do teto para o gasto público. E, sem mudar as regras do regime previdenciário, o teto não se sustenta porque as despesas com benefícios continuarão em trajetória explosiva.
Segundo ele, o fechamento de questão não pode ser tratado como uma "agressão" porque esse instrumento está previsto no estatuto e impede que a posição de uma minoria prevaleça sobre a maioria. Goldman disse acreditar que a maioria do partido apóia à reforma, só não sabe dizer se há maioria absoluta para aprovar o fechamento de questão na bancada e na executiva nacional do partido.

