BRASÍLIA - O presidente em exercício, Rodrigo Maia, comemorou nesta quarta-feira a aprovação da TLP, que acaba com a política de juros subsidiados a algumas empresas pelo BNDES. Segundo ele, a medida é importante porque começa a acabar com os privilégios no setor privado. Ele afirmou que espera que o texto possa ser aprovado rapidamente pelo Senado.
— É uma grande vitória para a sociedade, porque falam muito que as pautas da Câmara dizem apenas de tratar de cortar gastos no setor público, que precisam ser cortados sim, agora a TLP começa a acabar com os privilégios do setor privado que prejudicam muitas pequenas e médias empresas e concentra em poucos subsídio público implícito, que não é aprovado pelo Congresso, que não é claramente conhecido. Espero que seja aprovado rapidamente pelo Senado para que, se eu estiver na Presidência, eu possa sancionar, ou o presidente Michel assim que ele voltar — disse.
Perguntado sobre a aprovação da nova meta fiscal, cuja sessão de votação começou no fim da tarde desta quarta-feira, Maia disse que uma vez que o governo tomou a decisão de aumentá-la - algo que o deputado sempre se manifestou contra - agora é preciso aprová-la para o país não parar. E se não houver aprovação, a saída é o contingenciamento.
— Acho que se ela não for aprovada tem plano B, sim, contingenciamento. Estamos vivendo um bom momento, porque com inflação baixa os números aparecem com muita clareza. Não adianta a sociedade achar que a gente tem dinheiro pra tudo, não adianta a gente achar que os gastos obrigatórios continuarão do jeito que estão hoje. Se a gente não fizer a reforma da Previdência, se não reduzirmos privilégios, todo dia a gente vai discutir gastos com pessoa e Previdência, não haverá recursos para investimentos. Se não aprovar a meta só resta contingenciar despesas ou aumentar impostos, o que eu acho que não está na pauta da sociedade — afirmou.
Maia disse ainda que o novo acordo que está sendo costurado para a nova MP do Refis (programa de parcelamento das dívidas com a União) é mais realista, pois em vez de R$ 13 bilhões em arrecadação o governo prevê uma arrecadação mais realista, em torno de R$ 7 bilhões.
— Acho que o acordo que se está propondo é algo muito próximo da meta que está proposta. Eu nunca achei que o governo tivesse a capacidade de arrecadar R$ 13 bilhões, tá aí na ordem de R$ 7, 8, 9 bi, acho que é o número que já estava se trabalhando _ disse.
Finalmente, Maia disse que o projeto de reoneração da folha de pagamento é importante, pois " o governo não tem mais condição de alimentar esse tipo de benefício".

