BRASÍLIA - Antes de partir para uma reunião com o presidente Michel Temer, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, fez um discurso no I Encontro do Grupo de Especialistas em Políticas de Inclusão Financeira da FILAC (Iniciativa de Inclusão Financeira para América Latina e Caribe). Ele afirmou que os países da região têm níveis muito diferentes de inclusão financeira, um baixo nível de poupança formal e poucas soluções financeiras para celulares.
— A inclusão financeira não se resume somente a propiciar acesso a serviços financeiros. Embora esse já seja um grande desafio, é preciso também que esses serviços sejam adequados às necessidades da população incluída e que seu uso seja feito de forma consciente e responsável.
Ilan disse que vários desafios estão colocados para as autoridades monetárias como os avanços da tecnologia aplicada aos serviços financeiros, com suas consequências na área de regulação, da educação e da proteção aos consumidores bancários.
— Outro desafio é a melhora da confiabilidade e do detalhamento de dados sobre inclusão financeira, para que a situação presente seja corretamente avaliada e os obstáculos identificados, algo imprescindível para a formulação de políticas públicas eficientes — frisou.

