BRASÍLIA. Após um mês no vermelho, a caderneta de poupança voltou a ficar no azul. Em novembro, o brasileiro aplicou R$ 3,9 bilhões a mais do que sacou da aplicação mais popular do país. É o segundo melhor resultado do ano: perde apenas para junho, impactado diretamente pela liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.
Em 2017, a poupança teve resultado positivo em seis dos onze meses. Desde maio, a aplicação passou a ficar no azul. A única exceção foi o mês de outubro.
Além da entrada do dinheiro do FGTS, a queda da inflação e a recuperação da renda tiveram impacto no desempenho da poupança. A caderneta voltou a ganhar da alta de preços e voltou a ser atrativa novamente.
No entanto, essa recuperação ainda não foi suficiente para reverter o quadro negativo no ano. Nos onze primeiros meses, os poupadores aportaram R$ R$ 1,877 trilhão e sacaram R$ 1,879 trilhão. Assim, o resultado é negativo em R$ 2,2 bilhões.
Atualmente, os brasileiros têm R$ 702,3 bilhões na aplicação: o maior valor já registrado pelo BC nos últimos 22 anos, quando começou a contabilizar os dados.

