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Polícia Civil do Rio faz operação para investigar fraude em fabricante de canetas

RIO - A Polícia Civil do Rio faz uma operação nesta quinta-feira para investigar suspeita de fraude financeira na venda da fabricante de canetas Compactor. Há mandados de busca e apreensão na sede da companhia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e na casa de quatro diretores da empresa.

Os diretores que são alvo dos mandados são Susanna Buschle Romariz, presidente da empresa, Erich Paulo Buschle (também cônsul da Áustria para o Rio), Estefanie Hermine Buschle e Alberto da Piedade Ribeiro. Susanna, Erich e Estefanie são filhos do fundador da companhia, o alemão Erich Buschle.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo dos investigadores é fazer uma perícia contábil e uma devassa na documentação da companhia. Há indícios de que os executivos ocultaram e falsificaram informações contábeis e sobre o patrimônio da empresa prestadas à companhia alemã PJ Edding International, acionista desde 2014. Após adquirir 26,23% das cotas sociais da Compactor, a Edding alega que passou a solicitar informações financeiras da sociedade e que teria havido ocultação do patrimônio e falsificação dos dados fornecidos desde então.

“A investigação realizada até o momento confirmou que houve irregularidades e má gestão na Compactor. O que a perícia contábil vai nos responder a partir da análise das provas arrecadadas nessa operação de busca e apreensão é se ocorreram erros ou se foram fraudes intencionais, configurando, assim, prática de delito”, explica a delegada da Defraudações, Patrícia de Paiva Aguiar.

Se a fraude for confirmada, os diretores da empresa Compactor serão indiciados pelo crime de fraude e abusos na administração no artigo 177 do Código Penal, segundo a Polícia Civil. A pena prevista é de um a quatro anos de prisão e multa.

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