RIO — A Petrobras Distribuidora (BR Distribuidora) informou, em nota distribuída na noite de sexta-feira, que além de todo o esforço logístico que vem empreendendo desde o dia 21 de maio para garantir o suprimento de combustíveis ao mercado, repassou integralmente as desonerações anunciadas pelo governo federal aos preços de diesel vendido à rede de postos, com o objetivo de contribuir para que essas reduções cheguem ao consumidor final.
A companhia cita como exemplo São Paulo, onde a redução foi de R$ 0,46 por litro, e já é possível verificar em alguns postos Petrobras esta mesma diminuição no preço da bomba. No comunicado, a BR Distribuidora reafirma seu compromisso com a sustentabilidade do seu negócio e da sua rede, continuando empenhada em adotar todas as ações operacionais e comerciais ao seu alcance para atender aos seus clientes em todo o Brasil.
Nessa sexta-feira, o governo informou que o preço com desconto de R$ 0,46 no litro do diesel será o valor máximo que os postos poderão praticar nos próximos dois meses. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, os postos terão de fixar uma placa com o preço do diesel cobrado em 21 de maio, dia em que começou a greve dos caminhoneiros. Desse preço, disse o ministro, terão de ser descontados os R$ 0,46.
— O teto é o preço do dia 21 de maio, menos R$ 0,46. Esse é o teto. Abaixo disso, ele (o dono do posto de combustível) trabalha com aquilo que ele quiser — afirmou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Os ministros informaram ainda que o diesel com desconto já começou a ser vendido pelas refinarias às distribuidoras. Depois dos primeiros 60 dias, a Petrobras revisará o valor do litro do diesel e, a partir de então, as revisões serão feitas a cada 30 dias. O governo prevê que, em 72 horas, todos os postos já estejam praticando o preço menor. Aqueles que adquiriram diesel sem desconto e ainda têm o produto em estoque podem comercializar esse combustível sem desconto até o estoque acabar.
A redução do preço do diesel é decorrente de negociações feitas entre o governo e entidades que representam os caminhoneiros, após uma paralisação da categoria, que durou dez dias, ter prejudicado o abastecimento de combustível, de alimentos e de outros produtos praticamente em todo o país, além de ter causado prejuízos na agroindústria, nas exportações e em outros setores da economia.
O acordo com os caminhoneiros inclui também, entre outros pontos, a isenção da cobrança de pedágio dos caminhões que trafegarem com eixo suspenso e o estabelecimento de uma tabela de frete mínimo rodoviário.

