BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, , afirmou nesta segunda-feira que até o fim do ano os brasileiros conseguirão sentir no dia a dia o impacto da . Segundo ele, apesar dos indicadores já terem sinalizado uma melhora, é natural que haja uma demora nessa percepção.
— É tudo uma questão de tempo. Você, em qualquer situação, consegue criar um problema e destruir uma coisa com muita facilidade. Para construir demora mais tempo. É a mesma coisa na economia.
Meirelles numerou bons indicadores e ressaltou que a inflação está no menor patamar desde 1998. E que o desemprego tem caído, apesar de ainda haver um grande número de pessoas sem emprego. Ele afirmou que, nos próximos meses, a população começará a perceber que a alta nos preços está contida e o que o emprego voltou a crescer.
— Com as companhias contratando, as empresas crescendo, a inflação baixa, com mais oportunidades, acredito que com o tempo será uma percepção que vai se consolidando. Nos próximos meses, até o fim do ano essa percepção deve ser mais clara.
Ele voltou a destacar que só tomará uma decisão sobre uma possível candidatura no início de abril e que, até lá, está “concentrado no trabalho” à frente do Ministério da Fazenda. Meirelles também voltou a negar qualquer participação no esquema de corrupção envolvendo a J&F. Ele foi presidente do conselho de administração da empresa entre 2014 e 2016. O ministro explicou que o conselho foi criado para levar adiante a abertura de capital da empresa, que não se concretizou. Dessa forma, nunca entrou de fato em operação.
Meirelles disse que, junto à J&F, atuou apenas na consultoria para a criação da plataforma digital do Banco Original. E ressaltou que, paralelamente, atuou como consultor de diversas outras empresas, como o banco internacional Lazard, a empresa de investimentos KKR e a empresa de resseguros Lloyd's of London.

