SÃO PAULO. O segundo dia de paralisações dos caminhoneiros autônomos, que protestam contra a alta dos preços do óleo diesel, já afeta a produção de algumas empresas. A General Motors (GM) informou nesta terça-feira que o movimento está comprometendo as entregas de componentes (autopeças) em suas fábricas no país, comprometendo a produção de veículos.
"A GM informa que o movimento dos caminhoneiros está impactando o fluxo logístico em suas fábricas no Brasil, com reflexo nas exportações", disse a montadora, em comunicado, acrescentando: "Com a falta de componentes, as linhas de produção começam a ser paralisadas e também estamos enfrentando dificuldades na distribuição de veículos à rede de concessionárias".
Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registrados nesta terça-feira bloqueios em rodovias federais de 21 estados. As maiores mobilizações acontecem em Minas Gerais e no Paraná, com 31 pontos de interdição cada, seguidos de Goiás, com 17 bloqueios, Rio de Janeiro, com 15, e Mato grosso, com 12.
