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Padilha diz que eventual nova denúncia não atingirá reforma da Previdência

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta segunda-feira que uma eventual nova denúncia contra o presidente Michel Temer possa atingir a reforma da Previdência e os demais índices econômicos. Numa fala otimista, o ministro disse que as questões políticas estão "absolutamente desvinculadas" da economia.

Padilha afirmou ainda que junto do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversará ainda hoje com deputados para construir um texto consensual em relação à Previdência, que está parada na Câmara desde que eclodiu a denúncia por corrupção passiva contra Temer, já sepultada no Congresso.

— A economia descolou da política, a economia está andando com suas próprias pernas e nós na política teremos que dar o tratamento que, se ela vier, merecer. Vejo que são coisas absolutamente desvinculadas — afirmou o ministro.

Na mesma linha otimista, Meirelles disse que o país segue em "trajetória sólida" e que o histórico dos índices econômicos mostra que uma nova crise política não afetaria de forma relevante a economia.

— Do ponto de vista da economia, tudo indica que os índices de confiança continuam fortes, a economia real está reagindo bem, já temos crescimento no terceiro trimestre, portanto do ponto de vista de economia já temos um histórico recente que mostra que estamos em trajetória sólida — disse Meirelles.

Padilha repetiu que o governo estará preparado para enfrentar uma nova denúncia caso ela de fato aconteça, tanto na seara política quanto na jurídica.

— Se vier uma nova denúncia, por certo estaremos preparados para politicamente enfrentá-la e para enfrentá-la no campo jurídico — afirmou o ministro da Casa Civil.

No começo do mês, quando a Câmara barrou a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, o Palácio do Planalto esperava aprovar a reforma da Previdência em outubro. Esse calendário já está atrasado. A princípio, o texto já estaria aprovado em primeiro turno na Câmara.

A reforma previdenciária ainda não foi a plenário, apesar de estar pronta para tal há quase quatro meses. O calendário esperado era o seguinte: aprovação em primeiro turno na Câmara no fim de agosto; segundo turno na Câmara no começo de setembro; primeiro turno no Senado no fim de setembro; e segundo turno no Senado no fim de outubro, completando a tramitação.

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