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Padilha admite rever forma de repasse da gasolina, mas reafirma que governo não interfere na Petrobras

BRASÍLIA — O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu nesta segunda-feira que o governo pode rever a forma de repassar ao consumidor o preço de outros combustíveis, sobretudo da gasolina. Ele fez questão de ressaltar, no entanto, que o governo não vai mexer na política de preços da Petrobras. Pelo raciocínio do governo, a política da empresa se mantém a mesma. A forma como o valor seria repassado ao contribuinte é que pode ser alterada.

Segundo ele, as propostas para a mudança na periodicidade do repasse - se semanais ou mensais, por exemplo - virão de um grupo de trabalho criado pelo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e, uma vez entregues ao Palácio do Planalto, o governo vai avaliar as iniciativas.

— A política de preços da Petrobras está preservada, não se mexe nisso. O grupo de trabalho do Ministério de Minas e Energia está estudando uma fórmula de como o problema (dos combustíveis) pode ser resolvido. Nós podemos achar uma solução para esse repasse (ao consumidor) — disse o ministro da Casa Civil.

No Planalto, há um esforço para que o presidente Michel Temer e seus ministros mais próximos se afastem da discussão sobre os reajustes no preço da gasolina, tudo para evitar a ideia de que Temer esteja atuando para interferir na política de preços da Petrobras - o que, após mensagens confusas do Planalto, o presidente negou que estivesse fazendo.

— O Planalto não pode interferir nisso e levar essa discussão para o colo do presidente. O Moreira tem que achar uma solução e apresentar para o palácio — afirmou uma pessoa próxima a Temer.

Nesta segunda-feria, a Petrobras anunciou que vai reduzir o preço da gasolina nas refinarias em 0,68% a partir de terça-feira. O movimento ocorre diante da recente queda nos preços do petróleo, dado o aumento de produção nos Estados Unidos e a perspectiva de maior oferta pelo cartel Opep.

Os reajustes da gasolina seguem as diretrizes publicadas pela Petrobras em meados do ano passado, quando a política de preços da empresa passou a prever movimentos quase que diários, seguindo cotações internacionais. No caso do diesel, a empresa aceitou interromper os reajustes diários como parte de um acordo fechado pelo governo federal com caminhoneiros para encerrar uma paralisação que afetou fortemente a economia do país.

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