BRASÍLIA — Após o fim da greve de caminhoneiros que paralisou o país, líderes da categoria vão se reunir, nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A reunião foi acordada quando o governo celebrou o primeiro acordo com parte dos caminhoneiros que participavam da greve, no dia 24 de maio. A ideia é fazer um monitoramento constante das atividades e ouvir os caminhoneiros para saber se os acordos estão sendo cumpridos.
Uma das principais preocupações do governo é garantir que o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel seja de fato repassado ao consumidor. Por isso, determinou punições aos postos que não cumprirem a determinação, entre elas multa que pode chegar a R$ 9,4 milhões, suspensão temporária das atividades, cassação da licença do estabelecimento e até a interdição do estabelecimento comercial.
Depois de lançar o programa "S.O.S Caminhoneiro", um canal de WhatsApp para denúncias de casos de violência contra caminhoneiros, o governo lançou, no fim da semana passada, novo número de WhatsApp para que o consumidor denuncie caso veja algum posto de gasolina vendendo diesel sem o desconto de R$ 0,46.
"Viu posto vendendo diesel sem o desconto de R$ 0,46, mande WhatsApp", diz a campanha divulgada pela comunicação do Palácio do Planalto. O caminhoneiro que vir algum posto de combustível descumprindo determinação do governo, poderá mandar mensagem para o seguinte número: (61) 99149-6368.
"Atenção, caminhoneiro! Este é seu canal para denúncia. De hoje até segunda-feira, de acordo com a renovação dos estoques, todas as bombas do País devem oferecer desconto de R$ 0,46 no litro do diesel. Ajude-nos a fiscalizar", pede o governo, na mesma campanha.

