O ouro encerrou em alta nesta terça-feira, 14, devolvendo parte das perdas da véspera, após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado aliviarem as expectativas de aperto monetário no país. No entanto, o cenário geopolítico e os impactos nos preços do petróleo continuam sendo avaliados.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou com ganhos de 1,60%, a US$ 4.069,7 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 1,95%, a US$ 59,104 por onça-troy.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano recuou mais que o esperado na comparação mensal e desacelerou no ano. Os resultados, melhores que o previsto, pressionaram os rendimentos dos Treasuries e o dólar - consequentemente, favorecendo o ouro.
Após os resultados, as apostas em alta nos juros do país já em setembro diminuíram, apesar de ainda serem maioria. Para o Bank of America, contudo, apesar dos resultados aliviarem as pressões sobre o Federal Reserve (Fed), é "apenas um resultado isolado, e a inflação ainda está bem acima da meta".
Na mesma linha, a Capital Economics avalia que os números não alteram a expectativa de uma alta nas taxas ainda este ano. Após os resultados, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com o controle da inflação.
Enquanto isso, no fronte geopolítico, os EUA e o Irã voltaram a trocar agressões durante a noite, sustentando os preços do petróleo. Contudo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai substituir a cobrança de um pedágio por acordos comerciais, diminuindo os ganhos da commodity e aliviando também parte das preocupações inflacionárias.
Para o Swissquote, conforme os preços de energia permanecem elevados, alguns bancos centrais globais podem ter de vender suas reservas de ouro como uma medida de estabilização de câmbio, "impedindo que o ouro se comporte plenamente como um ativo de refúgio seguro, como ocorreu durante os primeiros quatro meses desta guerra".
No entanto, o banco afirma que a perspectiva para o ouro permanece positiva no longo prazo. "Qualquer recuo no preço deve ser visto como uma oportunidade para os investidores de longo prazo fortalecerem suas posições otimistas", explica.



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