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Novo presidente do Bradesco virá dos quadros do próprio banco

SÃO PAULO. O Bradesco escolherá entre seus próprios executivos quem será o sucessor de Luiz Carlos Trabuco no caergo de diretor-presidente. Com a renúncia de Lázaro de Mello Brandão da presidência do Conselho de Administração do banco, e a ascensão de Trabuco à presidência do colegiado, o processo de sucessão no segundo maior banco privado do país foi iniciado.

O novo quadro diretivo do banco será conhecido em março do próximo ano, quando acontece a Assembleia Geral Ordinária da instituição. Até lá, Trabuco acumulará as presidências do banco e do Conselho.

— O Bradesco não é um sobrevivente do do processo de consolidação bancária no país, é um banco vitorioso — disse Trabuco nesta quarta-feira ao comentar a sua indicação para o posto de Brandão, para completar: — Poucas empresas no mundo têm uma administração contínua, o que faz com que nós estejamos felizes com essa possibilidade de poder privilegiar processos sucessórios internos, que é a nossa lama nessa trajetória.

O novo diretor-presidente do banco, contudo, ainda não foi escolhido. E não há indicação de que isso ocorrerá antes da assembleia, em março.

— O sucessor não está escolhido e nós temos um cronograma até a assembleia. Será um processo normal, rotineiro, sem açodamento e privilegiando os talentos da organização — disse.

Segundo o executivo, a decisão de Brandão de deixar o Conselho, "foi um ato pensado, soberano do senhor Brandão".

— Esse timing, e essa honra foram definidos por ele — disse o executivo sobre sua indicação para presidir o Conselho.

Sobre a escolha de uma "prata da casa" para sua função executiva, uma tradição dentro do banco que tem sede em Osasco, na grande São Paulo, Trabuco explicou:

— Processos sucessórios têm que guardar, não uma tradição, mas uma memória que pesa no futuro da organização.

Perguntado sobre sua decisão de deixar o comando do Conselho, Brandão, que tem 91 anos, disse:

— O Conselho sempre foi atento ao seu papel tem procurado se colocar da maneira mais adequada, e é do Conselho que veio a ideia de uma política que seja sempre prudente para a perpetuação do grupo — disse Brandão, completando: — A necessidade de ter um conselho ativo me trouxe a consciência de que a sucessão e novas disposições para o trabalho que preservamos eram prudentes.

Brandão entrou no Bradesco em 1942, assumiu a presidência do bancos a partir de 1980, ano da morte do fundador do banco, Amador Aguiar, e desde 1990 comandava o Conselho de Administração da instituição.

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