SÃO PAULO - A cidade de Nova York é a mais influente e com maior potencial para negócios do mundo pelo segundo ano seguido. Em seguida, aparecem Londres, Paris, Tóqio e Honk King, nessa ordem. A conclusão é de um estudo feito pela consultoria A.T. Kearney que mediu o desempenho atual e o potencial de 135 cidades para atrair e reter investimentos, pessoas e ideias. Nova York aparece como a melhor e mais influente pelo segundo ano consecutivo.
De acordo com a análise da consultoria, Nova York teve melhorias na atividade empresarial e liderou a pontuação em capital humano. A cidade continua a ser um centro diversificado de atividades, incluindo finanças, mídia e moda, mas também está se tornando um polo de start-ups e empresas de tecnologia, apoiadas por capital de risco. A cidade recebeu a maior pontuação em experiência cultural. De acordo com a análise, Nova York se manteve no topo por conta do crescimento no volume de negócios e da liderança nos indicadores de capital humano.
Já Londres perdeu pontos no quesito engajamento político, refletindo as consequências do voto de 2016 a favor do Brexit, a saída da união Europeia. A capital argentina, Buenos Aires, aparece na 25º posição.
Entre as cidades brasileiras, segundo o estudo, São Paulo manteve o 31º lugar no índice geral de cidades mais promissoras, enquanto outras seis cidades pederam posições. Rio de Janeiro (que parece na 56ª posição caiu da 52ª posição do ano passado), Porto Alegre (na 93ª psoição caindo do 88º posto registrado em 2017), Belo Horizonte (95ª posição frente ao 89º lugar de 2017), Salvador (101ª frente ao 93º lugar do ano passado) e Recife (112ª de 105ª em 2017).
“São Paulo tem uma posição de destaque em atividades de negócios. Quando se olha apenas o questio negócio, ela aparece como a 15ª colocada, à frente de cidades como San Francisco, que aparece em 26º lugar considerando o mesmo parâmetro”, analisa Nicole Dessibourg-Freer, uma das consultoras da A.T. Kearney responsáveis pelo estudo.
Além disso, São Paulo também se saiu bem no quesito experiência cultural, em que ocupa a 28ª posição, deixando para trás concorrentes como Hong Kong (30ª), Bruxelas (41ª) e Toronto (40ª). Para a consultora da A.T. Kearney, Nicole Dessibourg-Freer, mais investimento em capital humano e intercâmbio de informações poderia ajudar a cidade a subir no ranking.
"Capital humano tem bastante peso no índice, e acreditamos que é um componente crítico para atrair negócios, diversidade e atividades culturais capazes de fortalecer uma cidade", justifica.
Este ano, sete novas cidades foram adicionadas ao índice: Nos Estados Unidos, Seattle, e na China, seis cidades surgiram no ranking (Changsha, Foshan, Ningbo, Tangshan, Wuxi e Yantai ).
Para elaborar o índice, a A.T. Kearney utiliza 29 métricas, divididas em cinco dimensões: volume de negócios, capital humano, troca de informações, experiência cultural e engajamento político.
1º Nova York
2º Londres
3º Paris
4º Tokyo
5º Hong Kong
6º Los Angeles
7º Singapura
8º Chicago
9º Pequim
10º Bruxelas
31º São Paulo
56º Rio de Janeiro
Fonte: A.T. Kearney

