PEQUIM - Em mais um sinal da escalada na tensão da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, o presidente chinês, Xi Jinping, mandou um recado para seu par americano, Donald Trump: no país asiático, responde-se às agressões, segundo noticiou o jornal “The Wall Street Journal”, citando fontes.
Em um encontro com diretores executivos de empresas estrangeiros — em sua maioria europeus e americanos — na semana passada, Xi afirmou, de acordo com o diário americano:
“No Ocidente, vocês têm a noção de que, se alguém te bate na face esquerda, você dá a outra face”, disse Xi, no relato das pessoas com conhecimento de suas falas. “Na nossa cultuara, nós revidamos”.
:
No domingo, para tentar dar fôlego às suas empresas para competir na iminente guerra comercial, para ajudar a controlar a alavancagem e apoiar empresas menores.
No dia 15 deste mês, Trump na mesma medida.
Mas os próprios chineses já questionam abertamente abertamente se a China está pronta para a briga, em um questionamento direto e atípico da liderança.
Nas últimas semanas, acadêmicos de destaque passaram a expressar dúvidas publicamente sobre a capacidade da economia chinesa — dependente do comércio internacional e em desaceleração — de suportar um ataque consistente dos EUA.
Esses sentimentos estão se manifestando em palavras cuidadosamente escolhidas em artigos que circulam pela internet. Segundo entrevistas feitas nos últimos dias com representantes ministeriais e diplomatas, a questão também está em pauta nos corredores do governo.
“Aparentemente, autoridades chinesas não estavam psicologicamente preparadas para a fricção ou guerra comercial que se aproxima”, afirmou Gao Shanwen, economista-chefe da Essence Securities, corretora sediada em Pequim que tem estatais entre seus maiores acionistas. “Visões contrárias à China estão se tornando consenso entre o público dos EUA e o partido dominante”, ele acrescentou.
Essas opiniões vão além do que é aceitável em um país onde dissenso pode provocar censura ou até prisão.

