NOVA YORK - A fabricante de veículos elétricos Tesla confirmou que o piloto automático estava ativado durante acidente do Model X na semana passada, na California, que matou o motorista. As mãos do piloto não seguravam o volante nos seis segundos imediatamente anteriores à colisão em uma barreira na rodovia 101, em Mountain View. Segundo comunicado da empresa, o motorista recebeu “várias pistas visuais e sonoras" do veículo para pegar o volante. O recurso do piloto automático não é totalmente autônomo. Ele lida com algumas funções de direção, mas não todas, e espera-se que os motoristas se mantenham atentos quando este é ativado.
"O motorista havia recebido vários avisos visuais e um alerta sonoro no início do trajeto", disse a empresa em nota. O motorista tinha “cerca de cinco segundos e 150 metros de visão desobstruída” da barreira de concreto que separava as pistas. "Mas os registros do veículo mostram que nenhuma ação foi tomada."
O acidente ocorreu dias depois que um veículo autônomo de teste da Uber Technologies Inc. matou um pedestre no Arizona, no incidente mais significativo envolvendo a tecnologia de condução autônoma desde a morte de um motorista da Tesla, em maio de 2016. Na época, a Tesla sofreu com as acusações durante uns seis meses, atrasando seu programa de Piloto Automático.
Um orgão regulador de segurança anunciou que vai investigar o acidente com o Model X, o que contribuiu para que a Tesle perdesse mais de US$ 5 bi em valor de mercado semana passada.

