O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que houve divergências e atritos dentro do governo na decisão da nova meta fiscal para 2017 e 2018. Segundo o ministro, a alteração do déficit para este ano e o próximo foi uma decisão puramente técnica, sem influência política.
— É uma mudança técnica, baseada na realidade e não houve nenhum componente político ou vitórias e derrotas dentro do governo. Na medida em que não houve disputa, não houve nem derrotados nem vitoriosos. Foi uma discussão que se deu no âmbito dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Ele ainda minimizou o fato de o líder do governo, Romero Jucá (PMDB/RR), ter passado por cima da equipe econômica e anunciado os números antes da coletiva de imprensa marcada para o fim desta tarde.
— Por questão de minutos alguém ter antecipado isso, acho pouco relevante. Foi tomada uma decisão e a entrevista foi marcada no menor intervalo de tempo possível.
O ministro afirmou que o déficit de R$ 159 bilhões é o menor possível para as atuais condições econômicas do país. Ele afirmou que não há margem para alterar despesas obrigatórias e o espaço é reduzida para conter gastos discricionários.

