WASHINGTON - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na tarde desta quarta-feira, em Washington, esperar que a Reforma da Previdência não seja muito delapidada em seu debate no Congresso. Apesar de diversos líderes partidários mostrarem ceticismo sobre sua aprovação - muitos dizendo que, se for aprovada, será uma versão muito menos abrangente que a proposta pelo governo -, o ministro voltou a afirmar que espera um projeto consistente.
- Essa questão da Reforma da Previdência já está preficicada pelos mercados. Cada analista já tem sua estimativa sobre qual reforma será aprovada e isso já está nos preços. Não é uma delcaração ou outra que vai fazer diferença - disse o ministro, respondendo às críticas dos políticos, inclusive da base aliada.
Meirelles afirmou que o relatório da reforma, aprovado no primeiro semestre, mantinha 75% da economia estimada no projeto original do governo e argumentou que é normal negociar um pouco mais agora. Ele afirmou que “inegociável” é a criação da idade mínima para a aposentadoria e o estabelecimento de uma regra de transição para as pessoas que já trabalham. Questionado qual o mínimo que o governo aceita para aprovar a reforma, o ministro evitou se comprometer:
- Estamos em um processo de negociação e não acredito que seja uma boa técnica anunciar um patamar mínimo ou máximo - disse Meirelles, que voltou a dizer que confia na aprovação da reforma ainda este ano.



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