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Meirelles diz que crescimento de 1% do PIB é ‘avanço enorme’

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, , afirmou nesta quinta-feira que o do Produto Interno Bruto () em 2017 é um “avanço enorme”, após a recessão de 3,5% em 2016. Segundo ele, com esse resultado, o país entra em 2018 com crescimento “forte e sólido” e confirmou a previsão de alta de 3% para o PIB neste ano.

Meirelles destacou o desempenho do investimento e do consumo das famílias em 2017. Apesar de ter caído no ano, o investimento subiu no quarto trimestre, em relação ao mesmo período de 2016. Já o consumo das famílias cresceu 1%. Segundo o ministro, o movimento ocorre porque empresas e consumidores estão mais confiantes.

— O investimento está crescendo, o que significa que as empresas estão com dados sólidos e apostando que o Brasil vai crescer fortemente em 2018, porque já estão investindo exatamente visando atender a esse crescimento. (…) O consumo de bens duráveis está crescendo de forma parecida com o investimento das empresas. Isso mostra que as famílias estão também acreditando que o país vai crescer.

Ele comentou ainda a desaceleração do consumo no quarto trimestre, especificamente. Segundo o ministro, a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS no começo do ano concentrou o consumo naquela época. Além disso, o ministro disse que a Black Friday concentra o consumo em poucos dias e afeta o resultado do trimestre como um todo. Segundo ele, os técnicos estudam o impacto desse “novo evento” nas compras:

— A questão do Black Friday cria problemas de dessazonalização. Os técnicos estão analisando como isso pode influenciar essa questão.

O secretário de política econômica, Fábio Kanczuk, ainda destacou o movimento de recuperação da construção civil. Segundo o ministro, o segmento demorou a reagir porque, com a recessão, havia um estoque de imóveis acumulado e que precisou ser vendido antes que as empresas voltassem a construir.

— Era o último componente que faltava para o crescimento positivo ficar totalmente espalhado em todos os setores — afirmou o secretário.

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