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Meirelles defende breve suspensão do decreto para votar a Previdência

BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esteve no fim da manhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para saber se ainda há possibilidade de votar a reforma da Previdência. À saída, ele disse ao GLOBO que defende que haja uma breve suspensão do decreto que trata da intervenção do Rio para votar a reforma. O encontro ocorreu na residência oficial da Presidência da Câmara e durou cerca de uma hora.

— Vamos tentar votar ainda em fevereiro. A minha ideia é votar. É possível (haver uma janela). Em tese dá — disse Meirelles.

Perguntado se o governo trabalha num plano alternativo, Meirelles disse que só depois de esgotadas as possibilidades de votar a reforma é que pensará em que outras medidas poderiam ser votadas na área econômica.

— A minha ideia é: definiu a Previdência? Sim ou não. Aí pensamos no que fazer — afirmou.

O ministro explicou que sua esperança é que o decreto seja suspenso por um curto período só para votar essa matéria. Mais cedo, no entanto, Maia manifestou que é inviável votar o decreto da intervenção numa semana, e dias depois suspendê-lo para votar a Previdência. E reiterou que a data limite para a votação é fevereiro, pois em março os deputados ficam desconfortáveis de votar um tema impopular em pleno ano eleitoral.

— Passaram com a locomotiva em cima da minha pauta. Só eu e o ministro Marun trabalhamos pela Previdência, só eu que meto a cara e defendo. Vou continuar defendendo com o maior prazer do mundo, porque vai quebrar lá na frente mesmo — disse Maia pela manhã.

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