BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, , afirmou nesta quarta-feira que o governo aprovará a com votos. Marun manteve a defesa de que a votação acontecerá ainda em .
Embora o clima entre os líderes governistas da Câmara dos Deputados seja de pessimismo, o ministro vem adotando uma postura positiva em relação à aprovação da reforma. No entanto, tem sido evasivo quando o assunto é estratégia para conquistar os votos que ainda faltam - segundo ele, cerca de 40.
— Serão 314 votos. É o que nós teremos no dia da votação. No dia 19 se inicia a discussão, e pode se estender mais do que o inicialmente previsto, mas a data limite para o encerramento é dia 28 de fevereiro — afirmou Carlos Marun.
O ministro reconheceu que a proposta ainda pode ser alterada até o momento da votação:
— Até o momento que entrar em votação o texto final, podem entrar mudanças. Consideramos que há possibilidade de mudança no plenário. É natural que o parlamento proponha alguns aprimoramentos ao texto. E propostas que possam somar votos para a aprovação, serão ouvidas e analisadas com atenção pelo relator Arthur Maia, pelos líderes da base e pelo presidente Rodrigo Maia disse.
Marun comemorou a versão final do texto apresentada nesta quarta-feira pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Embora o texto do relator não apresente grande alterações, mantendo somente as mudanças negociadas com a base do governo em dezembro do ano passado, o ministro alegou que a "nova versão" pode ajudar a esclarecer os parlamentares e a população:
— Estamos comemorando a divulgação do texto da emenda aglutinativa, que a partir do dia 19 vai servir de base para o início das discussões e posteriormente a votação da reforma. Isso já vai fazer com que muitas mentiras que estão circulando deixem de circular. É um texto que mantém aquilo que nós chamamos de pontos fundamentais, que são: o estabelecimento de uma idade mínima para a aposentadoria e o estabelecimento de um único tipo de previdência para todos os brasileiros, então nós estamos muito felizes com isso e pensamos que vai ser um instrumento fundamental para a conquista desses votos que ainda faltam — concluiu o ministro.


