SÃO PAULO - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marum, afirmou que a votação da reforma da Previdência está mantida para fevereiro e que o momento atual é mais positivo do que o registrado em dezembro. No entanto, não revelou o número de votos que o governo já garantiu.
- É um processo de conquista de votos. O momento hoje é muito melhor do que tínhamos em dezembro. Não temos o número de votos suficientes, mas vamos ter até o dia 19 de fevereiro -- disse após encontro com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
A previsão do governo é fazer a votação nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro. São necessários 308 votos.
Marum também minimizou a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que pela manhã afirmou não estar otimista com a votação.
- O presidente Rodrigo é um dos baluartes da reforma. Talvez por ter se ausentado, não tenha as informações que nós temos. Mas vamos nos reunir com ele e o seu otimismo será retomado, até porque isso é necessário para que saiamos vitoriosos -- afirmou.
Na avaliação de Marum, as condições estão mais favoráveis à aprovação da reforma porque o nível de informação sobre as regras da aposentadoria que serão alteradas está maior entre a sociedade.
Segundo ele, o governo seguirá dialogando com diversos setores da sociedade para que o apoio à reforma cresça.
- A estratégia do governo é conseguir os votos. Não tem plano B. O plano A é colocar a reforma da Previdência em votação em fevereiro -- explicou.
Marum acrescentou ainda que por enquanto está mantida a intenção de privatizar a Eletrobras ainda neste ano.

