O empresário Luiz Fernando Levy assumiu o comando da “Gazeta Mercantil” e dirigiu o diário econômico — criado por seu pai, Herbert Levy, no fim dos anos 1920 — em meio às muitas crises vividas pelo país entre as décadas de 1970 e 1990. Ainda assim, a “Gazeta” se consolidou como o principal diário especializado em economia do país. Sob o comando de Levy, o jornal chegou a superar a tiragem de 100 mil exemplares diários, conquistando prestígio junto a empresários e políticos.
Tendo como marca equipes bem preparadas, com muitos repórteres de carreira na “Gazeta”, o jornal entrou nos anos 1990 como líder em seu segmento. Na segunda metade dessa década, sob a batuta de Levy, o jornal chegou a ter 21 redações regionais em todo o país e até criou criou uma edição latino-americana.
Mas começou a enfrentar sucessivos problemas financeiros decorrentes de sua gestão e dos solavancos na economia. Com a ascensão da internet, as empresas de mídia passaram a investir em novos modelos de negócios — que, após o estouro da bolha da internet, levaram a um pesado endividamento na “Gazeta”.
Em 2002, morreu o ex-deputado, empresário e jornalista Herbert Levy. “A vida pública de meu pai foi a grande motivação da linha editorial do jornal”, disse Luiz Fernando na ocasião.
Os problema de gestão se agravaram com a entrada de novos concorrentes. No fim de 2003, Levy decidiu arrendar a marca “Gazeta Mercantil” ao empresário Nelson Tanure, que assumiu também a edição do jornal. No dia 29 de maio de 2009, a “Gazeta” parou de circular.
Luiz Fernando Levy morreu na madrugada de ontem, aos 77 anos, em decorrência de problemas renais, em Florianópolis. Ele deixa a viúva, Cármen, e cinco filhos: Luciana, Mariana, Luiz Fernando, Sofia e Antônia.

