WASHINGTON - A fabricante de computadores Lenovo aceitou pagar US$ 3,5 milhões e fazer mudanças na forma como vende laptops para resolver alegações de que vendeu dispositivos com software que comprometeu as proteções de segurança dos usuários. O acordo com o estado de Connecticut, com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) e outros 31 Estados dos EUA foi anunciado nesta terça-feira.
O software VisualDiscovery foi instalado em centenas de milhares de computadores a partir de agosto de 2014 para fornecer anúncios pop up. O programa também impediu que navegadores alertassem os usuários quando tentavam acessar sites mal intencionados e que poderiam acessar informações sensíveis dos consumidores, disse a FTC.
"Lenovo colocou em ricos a privacidade dos consumidores quando pré-instalou o software que permitia que informações privadas dos consumidores ficassem expostas, sem aviso adequado nem consetimento para seu uso - disse a presidente interina da Comissão federal de Comércio, Maureen Ohlausen.
- Esta conduta é ainda mais grave porque o software colocou em risco proteções de segurança as quais são consideradas confiáveis - disse.
A Lenovo declarou que parou de vender o software pré-instalado no início de 2015.
"Até o momento, não temos conhecimento de nenhum caso real de um terceiro explorando vulnerabilidades para obter acesso às comunicações de usuários", disse a empresa por email.
Como parte do acordo, a Lenovo concordou em obter o consentimento dos usuários antes de instalar esse tipo de programa, disse a FTC.



Aviso