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Rodrigo Maia diz que, se governo ceder na Previdência, ficará 'só de bermudas'

BRASÍLIA - Presidente da República em exercício, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez nesta terça-feira uma forte defesa da reforma da Previdência e alertou para o risco de se aprovar uma versão "enxuta" da proposta. Segundo ele, o governo não pode mostrar sinais de que está cedendo, ou em breve estará "só de bermudas".

— É muito ruim já começar a conversa entregando o paletó. Daqui a pouco estamos só de bermudas — declarou, ao ser questionado por jornalistas se a reforma se limitaria à redução da idade mínima para aposentadoria.

O presidente da Câmara chegou a dizer, num recado ao Congresso Nacional, que aprovar a proposta "não vai tirar voto de ninguém". A reforma enfrenta muita resistência entre deputados e senadores, preocupados com o impacto do desgaste nas eleições de 2018.

- Aprovação da reforma da Previdência não vai tirar voto de ninguém. Vai gerar um impacto muito grande na economia, que terá ganhos políticos para todos nós.

Maia admitiu, no entanto, o temor de que, caso o governo não seja capaz de fazer esse convencimento e aprovar a proposta, o país retroceda por uma possível perda de confiança de investidores.

- Meu medo é que não consigamos fazer esse convencimento e que ano que vem, que tem boas perspectivas, tenhamos o reverso disso exatamente pela perda de confiança em investidores de médio e longo prazo.

O deputado afirmou não haver saída para as contas brasileiras sem a aprovação da reforma da Previdência. Depois de assinar o acordo de socorro financeiro da União ao Rio, ele citou o "constrangimento" de servidores cariocas, que estão com salários e pensões atrasados por conta do rombo fiscal.

— O que a gente não pode é achar que vai ter mais um jeitinho brasileiro.

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