BRASÍLIA — A intervenção militar no Rio de Janeiro não deve ter um impacto longo no mercado financeiro. Essa é a avaliação de momento da equipe econômica. Segundo fontes graduadas ouvidas pelo GLOBO, o fato de a intervenção impedir a votação de emendas constitucionais e prejudicar a votação da reforma da Previdência não deve interferir no cenário atual. Como os analistas não contam mais com a aprovação da medida, não deve ter efeito no humor dos investidores.
— Acho que não interfere muito — falou um dos integrantes da equipe. — Temos que esperar para ver a previdência, mas os mercados já colocavam um probabilidade bem baixa. Então, muda pouco.
Para os técnicos, a expectativa é ver como os congressistas se comportarão em relação aos projetos que estão para serem votados no Legislativo. Há outras matérias de interesse do Ministério da Fazenda e do Banco Central. O foco é, principalmente, nas que interferem nas contas públicas e nas que aumentam a produtividade.
Deve haver uma interferência no trabalho do Congresso Nacional na semana que vem na hora de os líderes montarem a pauta de votações. Como não podem emendar a constituição, os congressistas terão de priorizar projetos de lei.
— (A intervenção) tumultua, mas deve ser rápido — disse uma alta fonte, que não descarta totalmente a votação da reforma da Previdência. — Isso não consigo avaliar agora. A probabilidade já parecia baixa antes.
— Não sendo mudanças constitucionais, não deve afetar nada — comentou outro técnico.

