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Índice que mede falta de produtos nas gôndolas dos supermercados cai ao menor nível em 12 meses

Estadão

O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, caiu para 10,8% em julho de 2026, o menor nível do indicador geral em 12 meses. O recuo foi de 0,7 ponto porcentual ante junho, quando o índice marcou 11,5%, segundo um levantamento divulgado pela empresa.

A queda foi acompanhada pela maior parte das categorias básicas monitoradas, com recuos na indisponibilidade de ovos, leite UHT, café, arroz, açúcar e feijão. Na direção oposta, o papel higiênico registrou alta de 1,8 ponto, com o índice passando de 14,1% para 15,9%.

O indicador é divulgado em um cenário de consumo ainda pressionado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) avançou 0,06% no mês e acumula 4,5% em 12 meses, enquanto o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) aponta queda real de 1,4% no faturamento do varejo em julho, na comparação anual, segundo a Neogrid.

"A redução na ruptura evidencia uma recomposição importante da cadeia de abastecimento com o varejo aprimorando a previsão de demanda e a indústria respondendo com mais agilidade às mudanças no comportamento de compra", afirmou o Chief Relationship Strategist da Neogrid, Robson Munhoz.

Ele acrescentou que, "com as vendas reais em queda e o orçamento familiar pressionado pela inflação acumulada, a maior disponibilidade de produtos nas gôndolas reflete um ritmo de compras mais cauteloso que diminui a velocidade de giro dos estoques".

Entre os itens com maior melhora, os ovos recuaram de 27,8% para 22,4% (-5,4 pontos), e o leite UHT caiu de 13,8% para 11,4% (-2,4 pontos). Já o café passou de 9,4% para 7,4% (-2,0 pontos), o arroz de 11,0% para 9,5% (-1,5 ponto) e o açúcar de 9,4% para 8,5% (-0,9 ponto). O feijão ficou praticamente estável, de 8,3% para 8,1% (-0,2 ponto).

A Neogrid diz que a queda na ruptura de ovos ocorreu com estoques elevados nas granjas e consumo equilibrado no período de férias escolares, segundo dados do Cepea-Esalq/USP. O preço médio da embalagem de seis unidades caiu de R$ 7,03 para R$ 6,80 no mês, de acordo com o levantamento.

No leite UHT, apesar da redução na falta do produto, os preços subiram em julho. O valor médio do UHT integral foi de R$ 6,08 para R$ 6,20, enquanto o semidesnatado passou de R$ 6,26 para R$ 6,42, segundo a Neogrid. A empresa cita dados do Cepea indicando alta acumulada de 33,1% no leite cru captado por laticínios no primeiro semestre.

No papel higiênico, a Neogrid atribui o aumento da ruptura à menor disponibilidade de estoques. A empresa menciona a análise do Banco do Brasil apontando que, apesar da oferta pontual de celulose de fibra longa ter subido no mês, o volume acumulado global nos primeiros cinco meses de 2026 ainda recua 3,7% ante igual período do ano anterior.

Os preços médios também subiram: a embalagem de folha simples foi de R$ 10,82 para R$ 10,85, a de folha dupla de R$ 18,34 para R$ 18,42 e a de folha tripla de R$ 23,22 para R$ 23,39.

*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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