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Impedidos de chegar à casa de Temer, manifestantes e PM entram em confronto

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SÃO PAULO — Depois de 20 minutos de concentração na frente da casa do presidente Michel Temer, em clima tenso, a violência eclodiu entre manifestantes e policiais militares. Durante o protesto, os manifestantes pediam o fim da PM e chutavam gradis que faziam o isolamento do imóvel, até que a Força Tática e a Tropa de Choque resolveram intervir. Uma chuva de bombas de gás lacrimogênio e de balas de borracha dispersou o ato, formado ao longo da tarde desta sexta-feira e composto por milhares de pessoas.

Vestidos com camisetas vermelhas e com bandeiras Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), da CUT, do MST, do PC do B, os manifestantes se concentraram no fim da tarde no Largo da Batata, onde gritavam palavras de ordem contra Temer. A manifestação recebeu o reforço de pessoas que estavam concentradas em outros pontos da cidade, como a Avenida Paulista e o centro de São Paulo. No início da noite, o grupo marchou até o Alto de Pinheiros, onde pararam a 100 metros da casa de Temer. Ao longo do caminho dos manifestantes, na Avenida Pedroso de Moraes, também houve depredação de agências.

No Largo da Batata, o ato reuniu políticos como os senadores petistas Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann, que disputam a presidência do PT.

— O Temer é um bosta, um pau mandado — afirmou Lindbergh, insuflando os manifestantes que pediam a saída do presidente.

O líder do MTST, Guilherme Boulos afirmou, em seu discurso, que os projetos de reforma trabalhista e da previdência, que tramitam no Congresso Nacional, deveriam ser retirados da pauta após a greve desta sexta-feira.

— Se entenderem o recado, vão retirar da pauta essas reformas. Se não entenderem, nós vamos ocupar o Congresso.

Nenhum dos líderes políticos estava presente no ato quando a violência explodiu.

No incío da noite, um grupo de motociclistas interrompeu completamente o trânsito na Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, na altura do bairro Panamby. Os manifestantes são ligados ao Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de São Paulo, o SindMotos.

O protesto provocou um grande congestionamento em uma das principais vias da capital.

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