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Ibovespa sobe 1,16% com investidores à espera de reformas

RIO E SÃO PAULO - Depois de caírem mais de 30% na véspera, as ações da JBS começam a ensaiar nesta tarde uma leve recuperação, com alta de 2,17%, cotadas a R$ 6,11. A ação chegou a cair mais de 7% hoje. Desde a operação da PF Carne Fraca, da qual foi alvo em março, até ontem, a companhia acumulou queda de 50%. Já o Ibovespa, principal indicador de ações da B3 (ex-BM&FBovespa e Cetip), avança 1,16%, aos 62.391 pontos. No câmbio, o dólar comercial opera estável, a R$ 3,275, pequena variação negativa de 0,09% ante o real.

— O mercado está corrigindo um pouco o movimento dos dias anteriores. O Legislativo tem tentado emitir sinal de que as reformas não estão paradas, que o país está andando — disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença, acrescentando que a decisão da S&P já era esperada e, por isso, não pesa muito no pregão. — Mas os investidores seguem querendo uma solução rápida para a crise. Infelizmente, a estratégia do presidente Temer apenas prolonga a situação.

Na avaliação de Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, os investidores se apoiam nas tentativas do Congresso Nacional em tentar colocar em votação alsun projetos importantes e também nas declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que destacaram a necessidade de avançar com as reformas.

— A gente está em um ambiente de falta de expectativa no mercado, então vai ser normal pregões de recuperação seguidos de alta no dia seguinte. O humor de hoje está atrelado na tentativa de retomada da agenda econômica. As declarações de Meirelles trazem um impacto positivo, assim como o Maia dizendo que vai tentar votar esses temas — avaliou.

A alta da Bolsa se dá apesar de a incerteza política ter levado a agência de classificação de risco Standard & Poor's a . Ou seja, o país pode ser rebaixado devido ao temor de uma paralisação no processo de ajuste fiscal.

Ainda assim, os analistas lembram que o mercado está sensível a notícias políticas, e novidades em relação à delação da JBS, em especial as que envolvam o presidente Michel Temer, podem voltar a aumentar a volatilidade nos negócios.

No olho do turbilhão político, a JBS foi rebaixada ontem pela agência de risco Moody’s, é alvo de cinco processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, , voltou a negociar com o Ministério Público Federal (MPF) acordo de leniência, espécie de delação premiada da pessoa jurídica. Na sexta-feira, quando a negociação havia sido suspensa, exigia-se multa de R$ 11 bilhões.

O setor bancário, de maior peso no Ibovespa, sustenta a alta. Itaú Unibanco avança 1,51% e Banco do Brasil sobe 1,80%. No caso do Bradesco, a alta é de 1%.

A Eletrobras opera em alta de 5,2%, depois de a companhia ter anunciado na segunda-feira plano de demissão voluntária para mais de 4 mil funcionários, voltado para empregados com pelo menos 55 anos de idade e dez anos de vínculo com a estatal.

A Petrobras tem alta de 0,76% (ON, a R$ 14,42) e 0,74% (PN, a R$ 13,50).

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