O representante comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, contestou a explicação do Canadá sobre o motivo do fracasso das negociações comerciais.
Em entrevista à CBC News nesta quarta-feira, 26, Greer disse que estava confiante no acordo com o Canadá, mas afirmou que o lado canadense apresentou novas demandas quando o ministro do Comércio do Canadá, Dominic LeBlanc, retornou de Ottawa após termos preliminares terem sido firmado em 18 de agosto.
"Tínhamos concordado - como já mencionei anteriormente à imprensa - com o que era, de fato, o melhor acordo disponível para qualquer país do planeta no que diz respeito ao Canadá", disse Greer. "Quando LeBlanc retornou, eles apresentaram pontos de vista adicionais. Tinham solicitações extras. Havia questões adicionais que eram demais para os Estados Unidos".
Greer contestou a visão do primeiro-ministro canadense Mark Carney de que os termos teriam prejudicado a capacidade do Canadá de buscar acordos comerciais com outros países, ameaçado setores industriais importantes e minado as proteções à língua francesa.
Ressaltando que o objetivo da política comercial dos EUA não só com o Canadá, mas globalmente, é o de buscar uma reindustrialização, Greer falou que foi claro nas conversas com seus colegas canadenses sobre o que poderia entregar em relação a caminhões médios e pesados.
Um dos pontos que levaram ao rompimento das negociações foi que os EUA limitaram o alívio tarifário a veículos utilitários de passageiros leves e excluíram caminhões pesados e médios.
O representante comercial disse ainda que não estava claro quando os dois países poderiam retornar à mesa de negociações. Ele confirmou que não mantinha contato com LeBlanc até a quarta-feira.
"Eu diria que não temos canais abertos no momento", disse Greer. "Tenho um bom relacionamento com o ministro LeBlanc, mas, agora, acredito que o lado canadense esteja discutindo seus próximos passos." Greer não descartou a possibilidade de novas medidas por parte dos EUA.



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