BRASÍLIA — O governo vai modificar a forma como faz compra de materiais de expediente, como papel, cartucho e material de informática. A intenção é que, a partir do ano que vem, não haja mais compras em estoque e as licitações sejam feitas de modo que a empresa atenda a demanda diária dos órgãos, de acordo com a necessidade. Segundo o secretário de gestão do Ministério do Planejamento, uma vez plenamente implantado, a ação tem potencial de diminuir o gasto com essa rubrica em 20% ou R$ 70 milhões, em média.
Hoje, o gasto total anual com material de expediente para atender os órgãos do governo federal é de R$ 350 milhões. A medida é parte de uma tentativa do governo de reduzir os gastos com custeio e está alinhada com outras ações, como a extinção de frota própria e aluguel de veículos para os órgãos federais. Hoje, os servidores de Brasília já utilizam um aplicativo, chamado Taxigov, para esse fim.
A conta da União com esse tipo de despesa, denominada de custeio, chegou a R$ 33 bilhões em 2016 apenas para o Executivo. Em 2017, já está em R$ 19,1 bilhões. A maior fatia é para atender aos gastos de apoio administrativo técnico e operacional, que representaram 27% do total no ano passado.

