BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) que montará um sistema para viabilizar a distribuição do benefício de R$ 600 apelidado de "coronavoucher" e alertou para o perigo de golpes que já estão sendo aplicados para fraudes. Depois que for aprovada pelo Senado, ainda será preciso a sanção da lei, a edição de um decreto de regulamentação e de uma medida provisória para garantir crédito extraordinário para, então, o pagamento poder começar a ser feito. De acordo com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, a liberação de recursos se dará por bancos públicos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. Além das agências, serão usadas casas lotéricas e agências dos Correios. Segundo o ministro, o Ministério da Economia estabelecerá os critérios de elegibilidade para MEIs (microempreendedores individuais) e para contribuintes individuais, além dos trabalhadores informais. "Não se dirijam neste momento às agências porque o sistema ainda não está implantado", disse Lorenzoni. O ministro também alertou para o perigo de fraudes. Nos últimos dias, eles identificaram golpes para fraudar o pagamento através da coleta de dados dos beneficiários. "Por favor, mantenham o sigilo dos dados. Não deem seus dados a qualquer pessoa ou qualquer site", disse Onyx Lorenzoni. Já o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tentou adotar um tom de tranquilidade diante do temor de desabastecimento. "A logística está garantida. O abastecimento está funcionando, os portos estão funcionando", afirmou. O ministro disse estar em contato com os secretários estaduais para tratar de rodovias federais e que está havendo uma parceria com o Ministério da Saúde para viabilizar a distribuição de kits e equipamentos que estão chegado ao Brasil a partir desta segunda. Freitas disse ainda que foi estabelecida uma malha mínima aérea com as companhias nacionais, garantindo o atendimento de 46 localidades.
