BRASÍLIA - O governo anunciou nesta segunda-feira previsão de novas receitas para diminuir em R$ 3,1 bilhões o contingenciamento que precisou fazer nos gastos públicos, de R$ 42,1 bilhões. O relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, divulgado pelo Ministério do Planejamento, prevê um aumento nas receitas de R$ 7,2 bilhões. Por outro lado, há um aumento de despesas de R$ 3,6 bilhões, mais uma compensação do resultado das estatais federais, de R$ 242,6 milhões.
O relatório prevê por exemplo, que R$ 7,78 bilhões entrarão nos cofres públicos referentes à três medidas provisórias publicadas nas últimas duas semanas. Segundo o texto, são R$ 3,38 bilhões do novo Refis, que negociará dívidas com autarquias, fundações e com Procuradoria-Geral Federal; e R$ 2,2 bilhões do parcelamento de débitos previdenciários de estados e municípios.
Além disso, a previsão é que a reprogramação de pagamentos das outorgas dos aeroportos renda R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos. Além disso, há previsão de R$ 4,3 bilhões de arrecadação com a 3ª rodada de licitação de áreas de produção de petróleo.
Em março, os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram que, para cobrir um rombo nas contas públicas, fruto do avanço das despesas, teria que contingenciar os gastos em R$ 42,1 bilhões. Na época, o ministro Henrique Meirelles já havia informado que o governo estava trabalhando para reduzir esse corte.



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