"Mas tenho amigos que são de todas as correntes e vertentes. Gosto de dialogar com eles", acrescentou. Galípolo disse que evita acompanhar essa discussão - "não tenho rede social" -, porém considerou "interessante" o debate.
Lembrando de uma posição manifestada anteriormente, Galípolo, para expressar seu pensamento econômico, comparou o debate sobre os limites para a emissão de moeda à discussão sobre se Deus existe ou não. Ou seja, a existência pode ser discutida academicamente e filosoficamente, mas não a fé, que leva as pessoas a ter uma crença.
Transmitindo para a lógica do mercado, a fé pode ser entendida como as expectativas, que influenciam os preços. "As expectativas das pessoas, e como elas percebem a realidade, influenciam preços e formam a realidade", disse o secretário.
Nesse sentido, Galípolo sustentou na entrevista que, apesar do ceticismo inicial, as medidas tomadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, refletem-se mais favoravelmente nos preços dos ativos desde 12 de janeiro, com o anúncio de recomposição da base tributária.
A taxa de câmbio, citou como exemplo, está mais positiva, enquanto as curvas de juros cedem. "Hoje, está na curva a expectativa do mercado que podem existir cortes de juros no segundo semestre", afirmou. "Está na curva do mercado. Se amanhã entrar um diretor ali no BC e alguns meses depois ocorrer algum tipo de alteração da taxa de juros, seria até leviano e equivocado se arvorar que foi resultado disto", acrescentou.

