Nesta terça-feira, 18, a Fipe divulgou que a inflação na capital paulista apresentou taxa de 0,18% na segunda quadrissemana de junho ante 0,13% da primeira medição do mês. Apesar da aceleração, o resultado veio abaixo do previsto pelo instituto, de 0,23%, e ficou perto do piso das expectativas dos economistas do mercado financeiro, que aguardavam taxa de 0,17% a 0,25%, conforme levantamento do AE Projeções.
Como já era esperado, o maior responsável pela aceleração do IPC foi o grupo Transportes, cuja alta passou de 0,12% para 0,42% entre a primeira e a segunda quadrissemanas e respondeu por 42,24% de toda a inflação. O grupo capta os impactos dos recentes reajustes nas tarifas de ônibus, metrô e trens autorizados simultaneamente pela Prefeitura de São Paulo e pelo Governo do Estado.
Não por acaso, o item ônibus já lidera o ranking de pressões de alta do IPC. Com uma elevação de 3,07% na segunda quadrissemana, respondeu sozinho por 0,10 ponto porcentual da taxa geral de 0,18%.
De acordo com Costa Lima, o avanço em Transportes só não está maior por causa da queda dos preços dos combustíveis, em função dos efeitos da safra da cana-de-açúcar. No IPC da segunda quadrissemana, o etanol caiu 8,59% contra baixa anterior de 7,08% e a gasolina recuou 1,65% ante variação negativa de 1,39%.
A despeito da grande ajuda dos combustíveis, Costa Lima avaliou que a Alimentação é o maior fator de alívio no IPC atualmente, já que a Fipe esperava que o grupo estivesse no terreno de altas. Na segunda quadrissemana, a Alimentação mostrou variação negativa de 0,04% ante declínio de 0,12% na primeira leitura do mês.
"É a grande surpresa e está seguindo num nível abaixo do esperado", disse o coordenador do IPC. Ele trabalhava com uma projeção de alta de 0,15% para o grupo na segunda quadrissemana.



