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“Falar de 2019 é gastar tinta à toa”, diz presidente do BNDES sobre devoluções do banco ao Tesouro

SÃO PAULO — O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, reafirmou ontem que o banco fará até hoje uma transferência de R$ 30 bilhões ao Tesouro Nacional. O valor faz parte de um total de R$ 130 bilhões que o banco se comprometeu a devolver aos cofres públicos em 2018 para evitar o descumprimento da regra de ouro (pela qual o governo não pode emitir dívida para pagar despesas correntes). Perguntado sobre o cronograma das devoluções ao Tesouro em 2019, Paulo Rabello foi irônico:

— Falar de 2019 é gastar tinta à toa. Eu desconheço quem no governo esteja calculando devolução de recurso para 2019. Ano que vem vai ser outro presidente, outro governo — disse.

Ele participou de almoço com empresários em São Paulo. Durante o encontro, Paulo Rabello fez uma apresentação intitulada “Visão Brasil 2035: O Desenvolvimento do País”, na qual afirmou que o Brasil será uma “nação semi desenvolvida” em 2035.

Segundo ele, o país poderá chegar a um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,86 — nível de Portugal e Grécia — e renda per capta média de US$ 25 mil, se focar esforços no aumento dos investimentos.

— É matematicamente possível — afirmou.

Ele se mostrou entusiasmado com uma eventual candidatura à Presidência e sinalizou que pode deixar a presidência do banco até o início de abril para formalizar sua chapa. Paulo Rabello se filiou em outubro passado ao PSC. O economista disse ter “vocação em servir o Brasil” acrescentando que a possibilidade de desistir da corrida ao Planalto caso Michel Temer se candidate à reeleição é “mera especulação”.

— É uma mera especulação feita de fora para dentro a respeito do que aconteceria caso ele se dispusesse lá na frente a se candidatar, o que é um direito dele — afirmou.

Os nomes mais cotados pelo mercado para suceder Paulo Rabello no BNDES são o do secretário do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, do presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, e dois atuais diretores do BNDES, Carlos Alexandre da Costa e Carlos Thadeu de Freitas.

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