RIO — Uma equipe do GLOBO foi ameaçada na manhã de sábado durante a cobertura da paralisação dos caminhoneiros em frente à Refinaria Duque de Caxias (Reduc). Uma repórter, um fotógrafo e um motorista do jornal foram abordados durante o trabalho e tiveram de sair às pressas do local depois de dois homens terem mostrado um artefato que parecia ser uma granada.
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Por volta das 6h, quando passava de carro perto o centro de distribuição da Shell, em marcha lenta e com logotipo do jornal à mostra, a equipe percebeu uma aglomeração de caminhoneiros no local. Dois homens se aproximaram. Um deles, que tinha o rosto encoberto, desferiu dois socos na porta do motorista e gritou para que a equipe saísse dali. A equipe decidiu estacionar em outro ponto da via, próximo a uma viatura da PM. Os policiais, contudo, tiveram de sair depois que alguns caminhoneiros começaram a disparar rojões na direção da refinaria. Foi então que dois homens ameaçaram atear fogo nos carros do jornal e da TV Globo, que também tinha uma equipe de jornalistas no local.
— Olha só, a ordem da gente é tacar fogo, quebrar o carro e explodir vocês. Não queremos pessoal do GLOBO aqui — disse um dos homens.
Em seguida, o homem tirou um artefato semelhante a uma granada do bolso e mostrou-o ao motorista. Por segurança, a equipe decidiu abandonar o local e registrar a ocorrência.
O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pereira, lamentou o episódio e cobrou investigação pelas autoridades:
— Quando um jornalista é ameaçado, o próprio direito das pessoas de serem informadas é prejudicado. Lamento, condeno e espero que o episódio seja esclarecido e que quem fez essas ameaças seja punido.



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